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The Story of Simon Simopath – Nirvana

O Nirvana, em seu primeiro disco, conta a história fictícia de Simon Simopath, um jovem incompreendido com desejos de voar. Simon faz de tudo para chegar ao espaço e enfim, se encontrar.

 

A primeira ópera rock da história surgiu em 1967 das mentes do irlandês Patrick Campbell-Lyons e do grego Alex Spyropoulos, como “The Story of Simon Simopath”, o primeiro álbum do grupo de pop-psicodélico britânico Nirvana. Sim, antes do ícone Grunge dos anos 90, já havia uma banda de mesmo nome, que hoje deve grande parte do seu reconhecimento ao grupo de Kurt Cobain, por levar milhares de curiosos às suas músicas.

A história narra o desejo de Simon Simopath de voar. Após atingir a idade adulta em 1999, Simon, um jovem solitário e impopular na infância, arranja um emprego onde é obrigado a ficar na frente de um computador, porém seu jeito sonhador o faz persistir em seu desejo até que vai ao espaço à bordo de um foguete. Lá, encontra um centauro que o guia até uma deusa chamada Magdalena, com quem se casa. Descrito pelo próprio Nirvana como uma obra de ficção científica, o conceito futurista de “The Story of Simon Simopath” embora soe infantil atualmente, antecipou tendências, como terminais de computadores e viagens ao espaço.

Diferentemente de personagens de outras óperas rock, como Tommy (Tommy, The Who) e Pink (The Wall, Pink Floyd), a identificação com o personagem principal deste álbum, Simon, é difícil, muito pela falta de profundidade lírica e pela homogeneidade constante de climas ao longo de todo o LP.

“Ignorando um pouco a história boba, o que sobra é lamentavelmente um curto, porém consistente e sólido conjunto de canções pop-psicodélicas bem construídas com melodias atraentes e ricos arranjos semi-orquestrados.”

Stewart Mason, All Music

O álbum relativamente curto (tem duração de apenas 25 minutos) não se encaixa exatamente no Rock Progressivo, sub-gênero que acolheu a maioria das óperas rock, mas mostra as ricas influências do grupo, com toques de Jazz, Pop, Rock e música barroca, com arranjos polidos e bem produzidos. Sem espaço para longas passagens instrumentais, são as melodias vocais de Campbell-Lyons que levam as canções durante todo o tempo.

Sem sucesso nos Estados Unidos, o fracasso do Nirvana pode ser explicado por ter atingido o ápice da carreira numa era de grandes guitarristas como Jimi Hendrix, Jimmy Page, Eric Clapton e Ritchie Blackmore por exemplo, ao passo que o grupo enfatizava as ricas harmonias e melodias de piano, harpas e violoncelos.

“The Story of Simon Simopath” é um trabalho musical bem elaborado, muito mais próximo do pop do começo dos 60 do que da psicodelia do final da década, no entanto, seu conceito é pouco profundo e mal desenvolvido. Ainda assim, é o primeiro exemplo de obra com as características que definiriam a ópera rock: uma história ao longo de várias canções, com personagens recorrentes.

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